Descubra a justificativa de negócio e técnicas em Scrum

Aspectos do Scrum: Justificativa de Negócio

Aspectos do Scrum: Justificativa de Negócio

Descubra o que é a justificativa de negócio para o Scrum da SCRUMStudy com este artigo baseado no SBOK – Scrum Body of Knowledge

Para fazer o download do SBOK, você pode clicar aqui. Para conhecer o Scrum com base no guia do Scrum oficial de Ken Schwaber e Jeff Sutherland, preparamos um curso gratuito para você – clique aqui para conhecer o Scrum 100 Lero Lero!

Aspectos do Scrum: Justificativa de NegócioEscrevi há algum tempo um artigo para aqueles que buscavam a certificação PMP sobre a seleção de projetos. Não é muito diferente deste aspecto do Scrum, a Justificativa de Negócio. Selecionar projetos requer esforço prévio, anterior, que justifique a importância de determinado projeto para uma organização. Organizações selecionam projetos com base em seu planejamento estratégico. É importante ter uma visão, saber onde se quer chegar. Com base nela é feito o desdobramento de objetivos e chegamos, então, nos projetos.

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Se uma empresa quer ser líder em algum segmento, precisa investir em um projeto específico (ou vários) que lhe garanta este objetivo. Muitos projetos podem existir, mas é preciso selecionar aquele com maior aderência aos objetivos da citada organização.

Existem técnicas para levantar quais projetos são melhores que outros, pelo menos no que diz respeito aos números. No caso do Scrum, vemos uma justificativa de negócios que tem uma abordagem mais iterativa e incremental do que em técnicas de gerenciamento de projetos tradicionais. É possível apresentar um caso de negócio enquanto se constrói um protótipo, por exemplo. Criar um protótipo pode ser uma forma de elaborar, progressivamente, uma justificativa de negócio. Focar em funções e características para validar um mercado, por exemplo, descobrir se um cliente tem interesse em pagar por determinado produto.

Confere este gráfico tirado do SBOK:

Aspectos do Scrum: Justificativa de Negócio

 

Agora que você tem uma noção melhor de que é possível justificar um negócio com ele já em desenvolvimento, no caso um produto, você pode conhecer também os modelos econômicos utilizados para justificar estes negócios/desenvolvimento de produtos. Confira:

ROI – Retorno sobre o investimento

Se o projeto X tem um ROI de R$150 mil em um ano e custou R$ 100 mil, seu ROI é de 50%.
Comparando dois projetos, o que tiver o maior ROI é o que deve ser selecionado – se basearmos nossa escolha apenas no ROI.

TIR – Taxa interna de retorno

Imagine que a TIR é o retorno financeiro de um projeto. Quanto maior a TIR, melhor. Em comparações, sempre escolha a maior TIR. Esqueça Keynes!

VPL – Valor presente líquido

Se hoje o VPL de um projeto é R$ 1.000,00 e o de outro é R$ 2.000,00, o projeto com maior VPL é melhor para a empresa. Em uma análise simplista, escolha o maior VPL.

RCB – Relação custo benefício

Se você construiu um software e isso lhe custou R$ 100.000,00 e você irá vendê-lo por R$ 200.000,00, seu custo benefício deve ser o valor de venda/valor de construção, 200k/100k = 2. Quando maior, melhor.

Custo da Oportunidade

Se o VPL do projeto A é R$ 1.000,00 e o da oportunidade B é R$ 100,00, o custo da oportunidade de se escolher o projeto A em relação ao B é de R$ 100,00 – o custo da oportunidade é valor presente líquido do projeto não selecionado.

Payback

Período/tempo necessário para se ter retorno de um investimento. O que se paga mais rápido é melhor! Em dois projetos, o que tem payback menor é o que deve ser escolhido!

Planejamento para o Valor

Ainda de acordo com o SBOK, é possível aplicar técnicas de priorização em projetos, não apenas em casos de uso, histórias e épicos. Vamos conhecê-las:

Mapeamento do Fluxo de Valor

 

Pode ser feito utilizando técnicas de construção de fluxogramas para identificar onde no processo há mais valor, priorizando entregas desta forma e também projetos.

Esquemas Simples

Criar uma pontuação para os projetos ou entregas par poder determinar quais valem mais em relação as outras. Podem ser números de 1 até 100, por exemplo. Cada número pode determinar a importância daquela entrega. 1 pode ser “nenhuma relevância”e 100 “muito relevante”. Também é semelhante com o método Ponto-100, onde o cada pessoa recebe 100 pontos para distribuir entre itens elencados.

 

Dinheiro Monopoly

Você já jogou Banco Imobiliário? Clique aqui para conhecer o jogo. Você pode utilizar um tabuleiro e cada pessoa pode escolher, neste tabuleiro, blocos que tenham mais importância ou relevância estratégica. Os participantes terão dinheiro fictício e poderão comprar estes blocos com este dinheiro, como se fossem bens. Assim é possível determinar o valor de cada entrega ou projeto, representadas nos blocos.

Análise de Kano

A Análise de Kano foi desenvolvida por Noriaki Kano (1984), com base nas preferências dos clientes, esta análise envolve a classificação de características ou requisitos em quatro categorias:

  • Excitantes/Prazerosos
  • Satisfatórios
  • Insatisfatórios
  • Indiferentes

Ranking Relativo de Priorização

Apesar do nome ser bem estranho, esta é uma técnica super valiosa. Com ela você determina as funções de um produto que sejam mais importantes e cria um ranking, mas com um diferencial: estas características devem ser reunidas em um grupo menor chamado de Minimal Marketable Features (MMF), que caracterizarão o mínimo que aquele produto precisa para ser vendável, comerciável, ter validade comercial, poder ser vendido.

 

Mapa da Estória

Esboço visual dos componentes de um produto, que pode ser feito até mesmo com post-its em uma parede.

 

Justificativa de Valor Contínuo

Eu gosto de ler o SBOK porque ele inevitavelmente remonta ao PMBOK. Como PMP, gosto de ver boas práticas estruturadas. É isso que vemos no livro SBOK. Também, neste caso, porque o SBOK aplica técnicas registradas no PMBOK – Project Management Body of Knowledge – que eu já domino. O mais legal, na verdade, é que a aplicação destas técnicas foi feita de maneira inteligente. Eles conseguiram pegar boas práticas ágeis e dar uma boa organização a elas e também boa complementação.

A Justificativa de Valor Contínuo é nada mais nada menos do que o acompanhamento do valor agregado de um projeto ao longo de sua execução. Se você tem releases planejadas, e vamos ver mais sobre elas em artigos futuros, pode comparar o tamanho estimado das releases e calcular o quanto do projeto já foi entregue a partir da técnica de valor agregado. Confira esta técnica clicando aqui.

 

Ficamos por aqui. A gente se encontra no próximo artigo! Deixe seus comentários!

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