Aprenda mais sobre mudanças no Scrum - e riscos também!

Aspectos do Scrum: Mudanças no Scrum (& Riscos!)

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Mudanças estão presentes na nossa vida, em projetos ágeis e tradicionais. Não temos como fugir, pois a mudança é a única constante no universo que nos rodeia. Assim também é no Scrum! E, claro, além de mudanças precisamos gerir incertezas – riscos – e veremos isso tudo neste post!

Para fazer o download do SBOK, você pode clicar aqui. Para conhecer o Scrum com base no guia do Scrum oficial de Ken Schwaber e Jeff Sutherland, preparamos um curso gratuito para você – clique aqui para conhecer o Scrum 100 Lero Lero!

Alguns autores afirmam que gerenciamos projetos em função dos riscos. Gerenciar riscos é gerenciar incertezas. Incertezas são mudanças no estado das coisas, dos planos, das necessidades dos clientes. É por isso que neste artigo decidi unir estes dois aspectos do Scrum em apenas um texto: mudanças e riscos. Mudanças são simples de serem compreendidas do ponto de vista do Scrum porque a flexibilidade do framework é feita para lidar com mudanças em ambientes voláteis, oferecendo por meio de regras a estabilidade necessária para produção sem que esta estabilidade seja rígida e imutável.

Existem alguns eventos no Scrum sobre os quais vamos falar ao longo dos artigos desta série, que explora o Scrum da SCRUMStudy, mas é importante que você entenda o conceito de Sprint: um ciclo produtivo de 2 até 6 semanas no qual não podem ser aplicadas mudanças no planejamento do trabalho. Se necessário for, é possível interromper este ciclo para que mudanças sejam aplicadas – e isto nos ajuda a medir a importância das mudanças frente ao trabalho em andamento. Se sabemos que um projeto terá muitas mudanças, podemos trabalhar em ciclos menores – de duas semanas, por exemplo. Em projetos em ambientes com menor grau de incerteza, podemos ampliar o número de semanas de um ciclo produtivo.

As regras do Scrum criam o ambiente certo para que um time consiga produzir, entregar partes funcionais de um novo produto, sem que este trabalho fique imerso em um oceano de tempo indefinido e incerto. O trabalho e a duração destes pequenos ciclos produtivos favorecem a gestão das mudanças porque oferecem entregas priorizadas com base no que é valor para o cliente em pequenos intervalos de tempo, de forma contínua. O cliente, desta forma, pode acompanhar a cada intervalo determinado de tempo as entregas que estão sendo construídas e as necessidades deste cliente, caso mudem, podem ser incorporadas ao projeto sem que o projeto seja impactado profundamente por tais mudanças.


frederico-scrumQuando trabalhamos priorizando o que tem mais valor para o cliente, pode acontecer de deixarmos trabalho que é importante para o futuro daquele produto de lado enquanto trabalhamos no que o cliente priorizou. Este trabalho importante que é deixado de lado chama-se “dívida técnica” e precisa ser tratado eventualmente. De certa forma, a criação desta dívida técnica permite que o time seja mais flexível, mas também representa um risco para todo e qualquer projeto. Vamos falar sobre riscos logo logo. Contudo, quero apresentar uma imagem que vai fazer mais sentido para você conforme você estuda e acompanha nossos artigos semanalmente e aprende mais sobre os processos no Scrum de acordo com o SBOK:

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Os eventos do Scrum permitem que, ao longo destes ciclos curtos, o cliente possa inclusive entender aquilo que está sendo construído e solicitar mudanças. Partes interessadas no projeto podem, também, participar deste esforço de direcionamento e solicitar mudanças. Os processos de gerenciamento das mudanças, contudo, devem ser criados pelo Dono do Produto (também pelo Scrum Master) ou incorporado ao projeto a partir de ativos de processos organizacionais: processos que já fazem parte da empresa cliente ou da empresa que está executando determinado projeto.

O Scrum original nos apresenta apenas um conjunto de regras, sem tratar diretamente da mudança, mas estas regras são mais do que suficiente para criarmos nossos próprios processos. Cada empresa é uma. Neste sentido, o SBOK diverge do Scrum original por pautar processos e práticas ágeis como Scrum – o que pode ser questionado. Ainda assim, estas práticas tem valor. Acredito que seja positivo não termos um controle integrado de mudanças, por exemplo, no SBOK – pois isto seria dar um passo além do que é boa prática ágil e estaria empregando técnicas tradicionais para gestão da mudança.

Por fim, para encerrarmos este tópico, vale salientar que mudanças em programas e portfólios vão ser tratadas pelos respectivos papéis – Dono do Produto do Programa, Scrum Master do Portfólio e assim por diante. Também, é claro, o time de desenvolvimento pode em qualquer tipo de projeto solicitar mudanças quando em algum processo como visto na imagem deste post – Retrospectiva da Sprint, Revisão da Sprint e assim por diante. Vamos falar de todos estes processos nos próximos artigos!

Gerenciando Riscos no Scrum da SCRUMStudy

Eu poderia simplesmente copiar e colar o texto de um artigo que escrevi sobre o gerenciamento de riscos em projetos de acordo com o PMBoK, do PMI, o guia do conhecimento em gerenciamento de projetos da maior instituição de gerenciamento de projetos do mundo. Contudo, acho que fica mais fácil se eu te apresentar o link: http://sitecampus.com.br/gestao-de-riscos-no-gerenciamento-de-projetos/

A SCRUMStudy se inspirou fortemente no gerenciamento de riscos do PMBoK. Talvez, não haja melhor, pois não apenas o PMI oferece um conjunto de processos em gerenciamento de riscos mas também um padrão próprio exclusivo sobre o mesmo. O que me pergunto é se esta junção é o melhor para o gerenciamento ágil de projetos. Contudo, com base no SBOK e no gerenciamento geral de riscos em qualquer tipo de projeto, o que posso afirmar é que não há no mundo ágil um padrão melhor e, por isso mesmo, estas práticas também se consolidaram no gerenciamento de projetos a partir do paradigma ágil.

Confira o artigo e você terá o melhor resumo do gerenciamento de riscos que posso oferecer: ágil e tradicional, porque no gerenciamento de projetos, eles são um só.

Para conhecer em detalhes as técnicas apresentadas pela SCRUMStudy, não deixe de fazer o download do SBOK. Deixei para o fim a indicação do artigo já mencionado e uni mudanças e riscos pois acredito que assim deveria ter procedido a SCRUMStudy.

Deixe seus comentários e vamos debater o assunto!

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