Design Thinking Não é Novidade - Site Campus

Design Thinking Não é Novidade

Design Thinking Não é Novidade

Já ouviu falar do Design Thinking? Sabia que esta técnica não é nova? Veja neste artigo a origem da técnica e como utilizá-la!

No artigo anterior falamos sobre a técnica Planning Poker. E falando em técnicas, vamos falar agora sobre Design Thinking. Será que essa técnica é mesmo nova?

Ere 2014 e 2016 começamos a ler e ouvir sobre muitos métodos e modelos “novos” como PM Canvas, Gamestorming, Modelos Híbridos, entre outros. Um deles é o Design Thinking.  Mas será que isso é mesmo novidade?

Muitas empresas ainda acham que técnicas visuais, que envolvem mais comunicação, mais contato, são um risco para a produtividade. Eu entendo comunicação como um recurso para melhorar o valor do projeto para o cliente e equipe, além de aumentar a qualidade do trabalho e produto do projeto. Porém muitas empresas ainda acham que os trabalhadores devem ficar na mesa, sentados, pra fazer só aquilo pelo que são pagos: trabalhar.

É a idéia antiga do Taylorismo, que prega que quanto maior a velocidade e quantidade os profissionais gerarem, melhor. No fim você acaba entregando apenas metade do que precisa, porém gasta o dobro pra isso.

O Design Thinking precisa de habilidades de comunicação e interpessoais. Estas habilidades só podem ser desenvolvidas em equipe. E isso custa dinheiro. E como custa dinheiro muitas empresas preferem não fazer pois acham que “se funcionou até agora, porque mudar?”

E isso não tem nada de novo. Saiba que o Design Thinking foi divulgado pela empresa IDEO lá em 2003.

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Design Thinking é um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e idéias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento”. – Charles Burnette

O Design Thinking costuma ser dividido em: Empatia, Definição, Ideação, Prototipação e Implantação. Também podemos tratá-lo como um processo de 4 etapas:

  • Imersão (Entendimento)
  • Ideação (Criação)
  • Prototipação (Teste)
  • Desenvolvimento (Aplicação)

E quando digo que a técnica não é nova, não é somente por ter sido divulgada em 2003. Vamos comparar as etapas com a gestão de projetos onde precisamos criar algum produto ou serviço para um cliente:

  • Imersão: Precisamos nos envolver com o cliente, conhecer todas as regras e políticas da empresa, além de observar o dia-a-dia dele para conhecer a forma como ele trabalha. É bem provável que durante esta imersão você descobrir que os próprios funcionários da empresa não conhecem estas regras e políticas . As vezes não conhecem nem os objetivos da empresa em que trabalham.
  • Ideação: Quando vamos conversar com o cliente e sua equipe, precisamos ser menos formais. Não devemos nos prender à forma de contratação. É necessário agir com nosso lado mais emocional para descobrir qual é o real valor do projeto que o cliente espera.
  • Prototipação: O cliente não precisa esperar meses para ver algo relacionado ao produto do seu projeto. Podemos criar protótipos voltados para as principais dificuldades que você descobriu no cliente. Isso é vital para que o cliente perceba que realmente entendemos o que ele precisa.
  • Desenvolvimento / Resultados: Com este protótipo se tornando cada vez mais o produto esperado, já poderemos perceber muitas melhoras no andamento das atividades da empresa. Percebemos que o ganho não foi apenas com o produto do projeto e sim você proporcionou melhor iteração entre a equipe dele, já que as pessoas envolvidas precisaram conversar e se comunicar mais para atingir os objetivos esperados pelo seu projeto.

Isso parece similar a alguma coisa pra você? Mas é claro! Veja que a maior parte destas ações acima são diretamente ligada à métodos ágeis ou tradicionais. Os modelos ágeis reforçam a importância da iteração entre as pessoas. Já os tradicionais temos as etapas do projeto, o controle de cada uma das fases, elas lineares ou não. Falando em métodos ágeis, dê uma olhada na nossa lista de cursos gratuitos 🙂

Entendo que o Design Thinking valoriza a criatividade e inovação dos envolvidos, sendo estas competências  parte fundamental do gestor de projetos. Ele precisa estimular cada uma destas competências, já que é comum um gerente de projetos trabalhar com padrões rígidos, projetos mais racionais, analíticos porém muitas vezes engessados, apenas por ser normas ou políticas da empresa.

Ao trabalhar com modelos híbridos, inclua técnicas e modelos ágeis nos seus projetos tradicionais. Você não estará rompendo com a política da empresa e sim complementando-a. O Design Thinking não é novidade justamente por seguir a mesma proposta dos modelos ágeis. Além disso ele não vem pra substituir o modelo tradicional e sim para complementá-lo, assim como os métodos ágeis como scrum. O objetivo sempre será entregar valor ao cliente, seja usando técnicas conhecidas ou as novidades não tão novas que o mercado apresenta todos os anos.

Gostou do artigo? Já usou Design Thinking na sua empresa? Compartilhe conosco! Obrigado e até a próxima!

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