Estruturas Organizacionais - Estrutura Matricial Balanceada

Série: “Estruturas Organizacionais” – A Estrutura Matricial Balanceada

Finalmente: é na estrutura matricial balanceada que surge a figura do gerente de projetos em tempo integral!

Ao lado da maturidade e visão de uma organização, cresce a importância do correto gerenciamento de projetos. É nas organizações matriciais balanceadas que os projetos passam a ser priorizados e o Gerente de Projetos começa a possuir certa autoridade. Nos artigos anteriores, discutimos as características e definições das estruturas organizacionais funcionais e matriciais fracas, a forma como os projetos são vistos e gerenciados, assim como a “posição” do Gerente de Projetos nestas organizações.

Se você ainda não conhece as estruturas anteriormente citadas é importante que leia nossos dois textos anteriores no blog (artigo I e artigo II). O entendimento dos modelos organizacionais é muito importante na definição da melhor abordagem para o gerenciamento de projetos em uma empresa, bem como a comunicação com outros departamentos, equipes e partes interessadas. Hoje falaremos um pouco sobre as organizações matriciais balanceadas, onde as coisas passam a ser um pouco diferentes no que diz respeito ao gerenciamento de projetos e a posição do gerente de projetos em relação ao restante da cadeia de comando.

As organizações matriciais balanceadas

Este é um ponto muito importante para nós, que conhecemos bem o valor de um bom gerenciamento de projetos e buscamos com tanta vontade o conhecimento das melhores práticas, ferramentas e estratégias em prol do resultado bem sucedido em um projeto. As organizações matriciais balanceadas estão um passo posterior na escala de maturidade em relação ao gerenciamento de projetos e integração de seus processos na busca de metas e estratégias organizacionais. Situadas como o segundo modelo das estruturas matriciais, ela detém características de organizações matriciais fracas ao mesmo tempo em que se utiliza das vantagens em diversos pontos das organizações matriciais fortes.

O ponto que deve ser observado com atenção nesta estrutura é o fato de que ela, assim como ocorre na estrutura matricial fraca, entende a necessidade de gerenciar seus projetos de forma eficaz e decidiu que alguém deve cuidar de seus empreendimentos, o cronograma, divisões dos pacotes de trabalho e as entregas de cada fase do ciclo de vida de seus projetos. E aí, o que acontece quando uma organização entende esta necessidade? Isso mesmo, meu caro leitor! O cargo de Gerente de Projetos existe de fato neste modelo organizacional. Com todas as responsabilidades de alguém que detém autoridade sobre o escopo, planejamento, divisão de atividades, definição de entregas e a gestão – em partes – das equipes envolvidas em seus projetos.

O gerenciamento de projetos em organizações matriciais balanceadas

Como podemos observar, é aqui que o gerente de projetos passa a ter atribuições e responsabilidades sobre o projeto, trabalhando diretamente nesta função em tempo integral e participando ativamente do gerenciamento das equipes envolvidas nos projetos. Note que eu disse “participando ativamente do gerenciamento das equipes”, pois este é um ponto importante na definição destas organizações. O que ocorre é que, apesar de existir nesta estrutura o papel do GP, as equipes envolvidas nos projetos são normalmente formadas por funcionários dos departamentos funcionais e que continuam se reportando ao gestor de sua divisão. O gerente de projetos em estruturas matriciais balanceadas é visto no mesmo nível hierárquico em que se encontra o gestor funcional, e por conta disso, os dois compartilham a autoridade e poder sob a equipe e os recursos de um projeto.

Estrutura Matricial BalanceadaAs vantagens deste modelo se devem pelo fato de haver uma maturidade muito maior em relação aos projetos e ao gerenciamento destes, onde são aproveitados os pontos favoráveis das organizações matriciais fortes e o controle hierárquico da cadeia de comando funcional. As desvantagens podem ser vistas nas dificuldades que os membros das equipes podem ter em relação aos seus gestores, pois quando existem interesses divergentes entre estes dois gestores pode haver muita confusão e falhas na fluidez de todos os processos, já que a equipe não sabe bem a quem deve obedecer.

O melhor cenário a se buscar em organizações deste tipo é a comunicação e alinhamento estratégico entre o gerente de projetos e o gerente funcional, a fim de garantir que todos objetivos da organização sejam atendidos e seus funcionários estejam sempre motivados e engajados.

Sobre o autor deste artigo

Meu nome é Hugo Tagliacolli, estagiário de projetos, apaixonado pelo conhecimento, liderança e a gestão eficaz, graduando em Analise e Desenvolvimento de Sistemas e com cerca de 6 anos de experiência em TI, atuando como analista e coordenador de infraestrutura. Atualmente em preparação para o exame CAPM® do PMI®.
E-mail: hugo.tagliacolli@gmail.com

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  • Wagner Assis

    O meu entendimento na matriz balanceada diverge do autor do artigo, talvez o professor Frederico possa tirar minha dúvida.

    Entendo que neste tipo de organizações o GP está subordinado a um gerente funcional e não no mesmo nível como o Hugo menciona e conforme eu cito abaixo:

    “O gerente de projetos em estruturas matriciais balanceadas é visto no mesmo nível hierárquico em que se encontra o gestor funcional”

  • Frederico Aranha

    Oi Wagner,

    Concordo com você. Na balanceada existem algumas possibilidades que vão depender do contexto. Isso vale muito para quem vai fazer a prova de certificação PMP: leia o enunciado com calma.

    O GP pode estar sim subordinado a um Gestor Funcional na matricial balanceada e, em alguns casos, pode ter tanta autoridade como este. Vai depender de onde ele está alocado e a quem ele responde.

    Já vi GP como membro de staff em organizações balanceadas, staff de diretoria.

    Abraços,

    FA

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