Série "Estruturas Organizacionais" - A Estrutura Funcional

Série “Estruturas Organizacionais” – A Estrutura Funcional

Série “Estruturas Organizacionais” – A Estrutura Funcional

Vamos aprender mais sobre as estruturas organizacionais a partir desta série de artigos escrita por Hugo Tagliacolli. Você conhece a estrutura funcional organizacional?

O mundo corporativo atual possui uma diversidade de mercados e organizações que se diferenciam não só em seus produtos, mas principalmente na forma com que conduzem seus negócios e processos internos. Nesta série de artigos, vamos abordar todas as estruturas organizacionais presentes em nosso cotidiano, e também aplicaremos este conhecimento de cada estrutura na vida cotidiana do Gerente de Projetos, afinal, todos estes conceitos são base para as tão sonhadas certificações CAPM® e PMP®, ambas essenciais na carreira de qualquer aspirante ao sucesso na área de Gerenciamento de Projetos.

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O PMBoK® trata de três tipos básicos de estruturas organizacionais, são elas: estrutura funcional, matricial e projetizada. Cada uma com suas características e sutilezas na forma com que tratam seus recursos e processos, trazendo para cada estrutura uma abordagem diferente no ponto de vista da gestão de projetos e o papel do gerente de projetos. Hoje vamos falar da mais antiga, tradicional e comum das formas de se estruturar uma organização empresarial, a estrutura funcional. Vamos, então, caracterizar esta estrutura para que você possa, ao final desta série de artigos que tratarão sobre cada uma das estruturas citadas pelo PMBoK®, identificar a estrutura a qual sua atual empresa se enquadra e compartilhar conosco este resultado, tudo bem? Vamos lá!

Organizações funcionais e suas características elementares

As organizações funcionais são as mais comuns, tradicionais e antigas organizações do mundo corporativo. Você, inclusive, já deve ter trabalhado em uma delas, meu caro leitor. As empresas baseadas nesta estrutura organizacional são centradas e organizadas em departamentos, que por sua vez, são especializados e responsáveis por suas funções dentro da organização e por isso recebem o nome de funcional. Faz todo o sentido, não? Esta organização departamental permite equipes com funcionários especializados em suas atividades dentro da empresa, com conhecimentos muito próximos e experiências também muito similares. Até mesmo o perfil comportamental das equipes funcionais se torna melhor padronizado e gerenciável, no ponto de vista da gestão de recursos humanos. Desta forma fica claro que toda a base das organizações funcionais está na cadeia de comando, que nada mais é que a boa e velha hierarquia administrativa, com seus funcionários, coordenadores, gerentes, diretores e presidente, onde esta hierarquia não pode ser deixada de lado em nenhum processo interno, seja ele uma aquisição ou qualquer outro processo que esteja fora do que é tido como uma execução continua e já estabelecida dentro da organização. Cada funcionário responde ao seu gerente funcional, o gerente do departamento, propriamente dito. Afinal de contas, a possibilidade de ascensão profissional está sempre centrada em seu departamento e no aprimoramento de seu trabalho dentro de sua divisão funcional. É o gerente funcional que se encarrega de avaliar o desempenho de cada colaborador em sua equipe, o que faz com que sua autoridade e influencia sobre os funcionários seja ainda mais evidente.

Existem pontos negativos…

Um ponto negativo em organizações deste tipo é a inovação, que acaba sendo prejudicada, já que seus colaboradores não conhecem as estratégias e metas da empresa como um todo e se limitam a cumprir apenas com o que lhes é solicitado, sem saber como isso realmente vai ajudar a organização a atingir suas metas estratégicas.

O Gerenciamento de Projetos em Organizações Funcionais

Agora que já sabemos como se baseia uma organização funcional e suas características essenciais, você já deve estar se perguntando: E o gerente de projetos, onde se encaixa no meio de tudo isso? E eu te respondo, os projetos existem, mas os gerentes de projetos não! O termo Gerente de Projetos denota autoridade, o que em uma organização funcional recai sobre o gestor funcional, o gerente do departamento. Ele normalmente é o responsável pela gestão dos recursos de um projeto, porém com autoridade limitada em relação a recursos que estejam fora de seu departamento. Um bom exemplo seria um projeto para um novo sistema de informação dentro de uma organização funcional, onde o gerente de TI é o responsável pela gestão da equipe envolvida no projeto, escopo e cronograma, mas ao surgir da necessidade de uma nova aquisição ou investimento financeiro de qualquer natureza, deve solicitar estes recursos ao departamento financeiro, que por sua vez, identifica a rentabilidade da solicitação e decide internamente se poderá ou não liberar os novos recursos solicitados. Ou seja, a gestão do projeto é compartilhada entre os gestores funcionais.

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK®). — Quinta edição.

Partindo destas premissas, podemos facilmente concluir que a gestão de projetos em estruturas organizacionais do modelo funcional recai sobre os gestores departamentais, que compartilham a autoridade e as responsabilidades dos projetos, sempre respeitando a hierarquia vertical e as limitações em relação a recursos de outros departamentos. No próximo artigo vamos falar sobre as estruturas matriciais fracas, que sofrem uma variação muito pequena em relação às funcionais, lembrando que é extremamente importante entender e saber diferenciar com exatidão cada uma das estruturas para ser bem sucedido tanto na CAPM® quanto na PMP®. Nos vemos no próximo artigo!

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