Série "Estruturas Organizacionais" - Matricial Fraca

Série “Estruturas Organizacionais” – A Estrutura Matricial Fraca

Série “Estruturas Organizacionais” – A Estrutura Matricial Fraca

Se a estrutura funcional limita o trabalho do gerente de projetos, a matricial fraca não é muito diferente: conheça agora a estrutura organizacional matricial fraca!

No artigo anterior desta série, discutimos a importância do domínio sobre as definições e as características das estruturas organizacionais. A primeira delas é a estrutura funcional, se você ainda não se recorda ou não conheceu o conteúdo, leia minha primeira matéria desta série de artigos.

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Hoje vamos iniciar o assunto sobre as estruturas matriciais, percebam que eu falei no plural, pois a estrutura organizacional matricial é dividida em 3 (três) tipos distintos, onde diferenças em relação aos outros modelos existem mas devem ser cuidadosamente entendidos para aqueles que sonham com as certificações do PMI. Os tipos de organizações matriciais são divididos em: fracas, balanceadas e fortes. As alterações que elas sofrem podem ser percebidas em sua forma de organização departamental, comunicação entre os departamentos e claro, na forma como a empresa trata seus processos e projetos. Hoje vamos falar da estrutura organizacional matricial fraca, suas características e o papel desempenhado pelo gerenciamento de projetos em empresas pertencentes a esta estrutura.

As organizações matriciais fracas

Vistas como o 2º passo em busca da maturidade organizacional, no que diz respeito ao gerenciamento de projetos, as organizações matriciais fracas representam alterações muito sutis, porém facilmente perceptíveis em relação à sua antecessora, a estrutura funcional. Estas empresas perceberam a necessidade de ter um funcionário que se dedique aos projetos e gerencie suas entregas, conclusões de cada fase no ciclo de vida de projetos e a comunicação entre funcionários da equipe do projeto e todo o restante das partes interessadas no empreendimento. Porém, mesmo havendo a existência deste profissional, ele não é visto como um Gerente de Projetos e sim como um Coordenador de Projetos, ou até mesmo um Facilitador de Projetos, atuando em tempo parcial na coordenação deste projeto, sempre sob a autoridade do gerente funcional.

Sendo assim, definimos as organizações matriciais fracas como pertencentes a um modelo posterior às estruturas funcionais, que entende a necessidade de gerenciar seus projetos e seus processos, porém, este gerenciamento é realizado por alguém designado a apenas manter a comunicação e informação das equipes envolvidas nos projetos, respeitando plenamente as decisões dos gestores funcionais sobre alocação de recursos para todas as fases do projeto.

O Gerenciamento de projetos em organizações matriciais fracas

Como você pôde perceber, nesta estrutura temos o surgimento de um profissional que executa o acompanhamento dos projetos de forma mais próxima, mantendo os processos do projeto andando enquanto continua com suas responsabilidades departamentais dentro da organização, atuando como um coordenador ou facilitador de projetos, em tempo parcial.

A real gestão dos projetos e sua aplicação às estratégias corporativas continuam sendo responsabilidade do gestor funcional, o gerente do departamento, por ser a pessoa com – desejavelmente – maior experiência e capacitação para a gestão de todos os recursos do departamento, incluindo suas atividades, recursos humanos e projetos dentro de sua divisão organizacional.

As vantagens deste modelo sobre o modelo funcional estão na possibilidade de ter seus projetos atendidos conforme sua necessidade, porém, mantendo ainda o controle da cadeia de comando e as características de sua hierarquia bem definidos. As desvantagens ficam ainda por conta dos problemas em relação ao gerenciamento de recursos para projetos de maior complexidade, que podem acabar sendo gerenciados de forma menos atenta aos requisitos e expectativas das partes interessadas, já que as estratégias da organização continuam sob o poder da gestão funcional, que por vezes acaba por não saber como transmitir os interesses da organização à equipe do projeto de forma a motiva-los e inspira-los. Confira a imagem abaixo:

No próximo artigo de nossa série vamos falar da estrutura matricial balanceada, onde as coisas passam a ser mais interessantes para os gerentes de projetos. Perguntas, sugestões ou criticas construtivas serão gratificantes e são os motivadores destes artigos. Participe desta trajetória conosco. Até a próxima, pessoal!

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